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Repórter fotográfico

Categoria | Rural

Milho crioulo produzido em São João do Triunfo-PR. Foto: Joka Madruga
O milho crioulo, originário do México, já que ali se encontram 59 de suas variedades, não apenas é o cultivo mais importante no mundo e faz parte do patrimônio cultural e alimentar da humanidade, mas também servirá para fazer frente à mudança climática e à fome, Turrent, vice-presidente da União de Cientistas Comprometidos com a Sociedade (UCCS).

A reportagem é de Angélica Enciso e está publicada no jornal mexicano La Jornada, 25-10-2011. A tradução é do Cepat.

Turrent asseverou que grande parte da plantação feita no país é das variedades nativas, razão pela qual acabar com elas e semear milho transgênico significaria uma produção próxima a zero do grão crioulo nessas áreas.

Não haverá maneira de deter o fluxo genético dos milhos transgênicos, razão pela qual se estenderá a todo o país em um caminho sem retorno. Os grãos geneticamente modificados também não representam produtividade maior, além de colocarem em risco os milhos nativos, assinalou.

A íntegra da reporagem está na página do IHU/Unisinos:http://bit.ly/s18QcW

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Assentado ralha feijão agroecológico, em Congonhinhas-PR. Foto: Joka Madruga / TerraLivrePress.com

Nesta quinta-feira (15), a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) irá votar em Brasília o pedido de liberação comercial do feijão transgênico, desenvolvido pela Embrapa. A variedade seria resistente ao vírus do mosaico dourado, mas a existência de poucos estudos faz surgir muitas dúvidas sobre esta nova variedade e as possíveis ameaças ao feijão convencional e crioulo historicamente cultivados no Brasil.

Apesar de ser papel da CTNBio promover o debate e garantir estudos técnicos sobre os transgênicos, a votação do feijão geneticamente modificado tem sido atropelada e sem a realização de avaliação de riscos ao meio ambiente e a saúde humana. Confira as dúvidas listadas por organizações e movimentos que acompanham o tema, e participe da audiência que discutirá a liberação do feijão transgênico.

Fonte: Terra de Direitos

Clique aqui para ver mais fotos sobre agricultura familiar.

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Faixa em São João do Triunfo contra os agrotóxicos. Foto: Joka Madruga / Terralivrepress.com

Hugo Kitanishi e Pedro Carrano

No Paraná, durante a 10ª Jornada de Agroecologia será lançada a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. A campanha propõe um outro modelo de produção, fortalecendo a agricultura familiar, camponesa e agroecológica. É também uma forma de crítica ao modelo da grande propriedade rural (o latifúndio), que expulsa famílias do campo, por meio da alta mecanização, paga baixos salários (inclusive com trabalho escravo), gera lucro para as empresas estrangeiras e usa enorme quantidade de agrotóxicos.

Nacionalmente, a Campanha foi lançada no dia 07 de abril – Dia Mundial da Saúde, em Brasília, numa marcha promovida por organizações de trabalhadores rurais, estudantis e ambientalistas. A marcha foi também um protesto contra o projeto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) de alteração do Código Florestal.

Segundo dados da Defesa Nacional para Produtos de Defesa Agrícola (Sindage), mais de um bilhão de litros de venenos foram jogados nas lavouras. O consumo de agrotóxicos cresce junto com o avanço do agronegócio. As principais empresas que produzem agrotóxicos são Syngenta, Bayer, Monsanto, Basf, Dow, Novartis, DuPont e Nufmam. Alguns dos incontáveis problemas causados são câncer e problemas hormonais e neurológicos. Além de contaminar as lavouras, existe a contaminação de rios, lagos, chuvas e lençóis freáticos, ou seja, da água para consumo.

Entre as entidades que promovem a campanha estão a Via Campesina, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB), a Entidade Nacional dos Estudantes de Biologia (ENEBio), a Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), além de organizações da sociedade civil, como Greenpeace, SOS Mata Atlântica, Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC), entre várias outras. (HK e PC).

Fonte: Blog da Jornada de Agroecologia



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Milho crioulo produzido sem veneno e não modificado geneticamente. Foto: Joka Madruga/TerraLivrePress.com

Nessa quarta-feira (18) é o prazo final para a CTNBio editar norma que garanta o direito à informação ao inteiro teor dos processos que avaliam a biossegurança de eventos transgênicos no país. O prazo foi estabelecido pela Justiça Federal Ambiental de Curitiba (leia mais sobre a decisão).

Segundo a norma editada em julho de 2010, já em cumprimento de uma sentença judicial, terceiros interessados sobre os transgênicos avaliados só teriam acesso às informações através de certidões emitidas pela CTNBIo. A norma vetava aos cidadãos interessados e à comunidade científica independente o acesso ao inteiro teor do processo que contenham informações declaradas sigilosas pela CNTbio. Alguns membros da própria Comissão tiveram o acesso negado, por não assinaram o Termo de Confidencialidade, já que ainda não estava regulamentado o que é sigilo dentro da Comissão.

Na audiência pública desta terça-feira (17), sobre o feijão transgênico desenvolvido pela Embrapa, a discussão com a sociedade se dará sem que um dos relatores do processo tenha tido acesso às informações confidenciais, já que não assinou o referido Termo de confidencialidade.

As organizações da sociedade civil que acompanham o tema estão se mobilizando fortemente para a Reunião Ordinária dessa quarta-feira (18), a fim de garantir a efetividade da determinação judicial, o amplo acesso a informação dentro da CTNBIo e que se cumpra o princípio da precaução.

Assessoria da Terra de Direitos

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abr/11

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Não aos transgênicos

Não ao milho transgênico da Monsanto. Foto: Via Campesina

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