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Fotógrafo aposta no financiamento coletivo para documentar atingidos por barragens na Amazônia brasileira

quinta-feira, outubro 16th, 2014

Criança que mora no bairro das palafitas, em Altamira-PA, que será atingido pela usina de Belo Monte. Foto: Joka Madruga/Terra Livre Press

O repórter fotográfico paranaense Joka Madruga acredita na coletividade e por isso aderiu ao “crowdfunding” (uma espécie de ‘vaquinha virtual’, onde as pessoas ajudam uma determinada causa e recebem uma recompensa)

Através da solidariedade Joka Madruga quer ir à floresta amazônica. Mais especificamente aos rios Tapajós, Xingu e Madeira. Lá, pretende fotografar o antes, o durante e o depois da construção de uma usina hidrelétrica. Mostrar seus impactos no cotidiano das pessoas atingidas e na natureza. Segundo o repórter fotográfico, “o objetivo é fazer uma reportagem fotográfica para narrar a história de pessoas simples que vivem na Amazônia brasileira. Mostrar o impacto das barragens das usinas hidrelétricas de Jirau, Santo Antônio, Complexo Tapajós e Belo Monte”.

O resultado do trabalho será distribuído, gratuitamente, para sites de notícias, ONGs, sindicatos, associações e blogs. Para contribuir basta entrar no site do projeto, escolher uma recompensa, fazer o cadastro rapidamente e concluir. É fácil e ágil.

O autor

Joka Madruga é repórter fotográfico com registro profissional no Ministério do Trabalho e Emprego, associado à Arfoc (Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos) e vive em Curitiba-PR faz 16 anos. É editor da agência de fotojornalismo Terra Livre Press, que colabora com movimentos sociais, sindicatos e ONG’s.

Realiza trabalhos voluntários para movimentos sociais e ONGs que lutam por um mundo melhor e atende profissionalmente sindicatos que defendem os trabalhadores.

Esteve na Venezuela em 2012 para fotografar o Encontro da Juventude Latino-Americana nas cidades de Caracas, Valera e Trujillo e voltou em 2013 para registrar a eleição presidencial. Em junho do mesmo ano esteve na Guatemala para uma reportagem fotográfica sobre assassinato e perseguição a sindicalistas.

Em setembro de 2013 iniciou o projeto “Águas para a vida”, ao fotografar atingidos por barragens em Altamira e Itaituba, no Pará, norte do Brasil, a convite do Movimento dos Atingidos por Barragens. Uma foto desta viagem será exposta em Nova Iorque, no prédio da ONU.

Realizou exposições fotográficas, documentários e presta serviços para agências de fotografia, empresas, sindicatos, ONG’s (direitos humanos movimentos sociais).

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