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Repórter fotográfico

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CURITIBA – 30/10/2011 – A abertura oficial do encontro aconteceu no Teatro GuaIra, em Curitiba, onde os estudantes da escola Iraci Salete Strozak, do Assentamento Marcos Freire, em Rio Bonito do Iguaçú, apresentaram um show musical, seguido de fala de autoridades do governo do estado, e do ator Osmar Prado, e para finalizar a noite, João Bello e Susi Monte Serrat fizeram o show “O Semeador de Sonhos”. Fotos: Joka Madruga / TerraLivresPress.com

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Fotos de Joka Madruga / TerraLivrePress.com

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No dia 27 de julho acontecerá, em Curitiba, o Tribunal de Júri que poderá punir pela primeira vez um caso de milícia privada no campo. O assassinato de Eduardo Anghinoni ocorreu em Querência do Norte, noroeste do Estado, em 1999, e envolve a atuação de milícias armadas, patrocinada por fazendeiros e políticos locais para despejar, ameaçar, torturar e assassinar trabalhadores rurais sem terra.

Eduardo Anghinoni foi morto por engano, quando visitava seu irmão, Celso, uma das principais lideranças do MST no Paraná. O acusado do crime é Jair Firmino Borracha, pistoleiro contratado por uma “empresa de segurança”, que chegou a ser preso durante as investigações do caso. No momento de sua prisão, Borracha empunhava uma arma contra os policiais e um exame de balística comprovou que desta arma saíram os tiros que mataram Eduardo.

Apesar dos indícios e das testemunhas, o acusado nunca chegou a cumprir pena. Diversos artifícios usados nos trâmites do Judiciário fizeram com que, mesmo depois de 13 anos, o caso permaneça sem resolução. O principal objetivo do Júri é definir se Borracha foi ou não quem disparou o tiro que matou Eduardo, e assim finalmente por fim à impunidade deste assassinato .

Para as organizações e movimentos que acompanham o caso, a morte de Eduardo Anghinoni não se trata de um episódio isolado. Ocorrido no auge das perseguições contra o MST no Paraná, este assassinato é mais uma das peças de um complexo mosaico de ilegalidades e violências, motivado pela impunidade e ausência do Estado brasileiro.

Campanha pela realização do Júri:

Até 27 de julho, data marcada para o início do tribunal, você receberá todos os dias uma nova abordagem sobre a realização do Júri Eduardo Anghinoni. Espalhe essa informação e seja uma gota de esperança nesse latifúndio de injustiça.

#jurianghinoni

Mais informações:

www.mst.org.br

www.terradedireitos.org.br



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10ª Jornada de Agroecologia, no dia 25/06/2011, em Londrina – Paraná – Brasil. Foto: Joka Madruga / TerraLivrePress.com

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Secretário Geral da Presidência da República Gilberto Carvalho na 10ª Jornada de Agroecologia, no dia 25/06/2011, em Londrina – Paraná – Brasil. Foto: Joka Madruga / TerraLivrePress.com

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Durante a 10ª Jornada de Agroecologia, no dia 25/06/2011, em Londrina, Aleida Guevara falou sobre a questão ambiental, produção de alimentos e soberania do povo latinoamericano. Ela é filha do famoso líder da revolução cubana Che Guevara. Foto: Joka Madruga / TerraLivrePress.com

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Uma das principais testemunhas do assassinato de Eduardo Anghinoni recebeu nesta semana uma ligação anônima para ameaçá-la. A ligação aconteceu no dia 18 de junho, e “aconselhava” a testemunha a não comparecer ao júri a fim de “garantir sua integridade física”.

O júri acontecerá no dia 27 de julho, após 13 anos do assassinato. Eduardo foi morto por engano, em Querência do Norte, quando visita seu irmão, Celso, uma das principais lideranças do MST no Paraná. O acusado do crime é Jair Fermino Borracha, que chegou a ser preso durante as investigações do caso. No momento de sua prisão, Borracha empunhava uma arma contra os policiais e um exame de balística comprovou que desta arma saíram os tiros que mataram o Eduardo.

Para os advogados que trabalham na acusação do assassino, o telefonema foi uma clara intimidação para impedir a realização do júri. A denúncia do fato foi encaminhada a diversos órgãos públicos. Também foi realizado um pedido de prisão preventiva para Jair Fermino Borracha, a fim de que o andamento do júri não seja prejudicado.

A época do assassinato foi um período de intensos conflitos no campo, onde se formou uma vasta rede entre fazendeiros, políticos locais e milícias privadas, contratadas para fazerem despejos ilegais, ameaças e, ao que tudo indica, assassinatos encomendados. Entre 1994 a 2002, o Paraná teve dezesseis trabalhadores sem terra assassinados, 47 ameaças de morte e 324 feridos em 134 ações de despejo.



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Faixa em São João do Triunfo contra os agrotóxicos. Foto: Joka Madruga / Terralivrepress.com

Hugo Kitanishi e Pedro Carrano

No Paraná, durante a 10ª Jornada de Agroecologia será lançada a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. A campanha propõe um outro modelo de produção, fortalecendo a agricultura familiar, camponesa e agroecológica. É também uma forma de crítica ao modelo da grande propriedade rural (o latifúndio), que expulsa famílias do campo, por meio da alta mecanização, paga baixos salários (inclusive com trabalho escravo), gera lucro para as empresas estrangeiras e usa enorme quantidade de agrotóxicos.

Nacionalmente, a Campanha foi lançada no dia 07 de abril – Dia Mundial da Saúde, em Brasília, numa marcha promovida por organizações de trabalhadores rurais, estudantis e ambientalistas. A marcha foi também um protesto contra o projeto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) de alteração do Código Florestal.

Segundo dados da Defesa Nacional para Produtos de Defesa Agrícola (Sindage), mais de um bilhão de litros de venenos foram jogados nas lavouras. O consumo de agrotóxicos cresce junto com o avanço do agronegócio. As principais empresas que produzem agrotóxicos são Syngenta, Bayer, Monsanto, Basf, Dow, Novartis, DuPont e Nufmam. Alguns dos incontáveis problemas causados são câncer e problemas hormonais e neurológicos. Além de contaminar as lavouras, existe a contaminação de rios, lagos, chuvas e lençóis freáticos, ou seja, da água para consumo.

Entre as entidades que promovem a campanha estão a Via Campesina, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB), a Entidade Nacional dos Estudantes de Biologia (ENEBio), a Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), além de organizações da sociedade civil, como Greenpeace, SOS Mata Atlântica, Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC), entre várias outras. (HK e PC).

Fonte: Blog da Jornada de Agroecologia



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Logomarca da 10ª Jornada de Agroecologia

Começa hoje a 10ª Jornada de Agroecologia. Evento que tive a honra de ser o secretário nos primeiros 4 anos. Um espaço da sociedade organizada que discute não só problemas relacionados a agricultura, mas também sobre comercialização, agroecologia, saúde, técnicas de produção sem agredir o meio ambiente e muito mais.

Para ver a programação completa, acesse aqui.


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A história se repete!

Novamente, choramos e revoltamo-nos:

Direitos Humanos e Justiça são para quem neste país?

Hoje, 24 de maio de 2011, foram assassinados nossos companheiros, José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, assentados no Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna – PA. Os dois foram emboscados no meio da estrada por pistoleiros, executados com tiros na cabeça, tendo Zé Claúdio a orelha decepada e levada pelos seus assassinos provavelmente como prova do “serviço realizado”.
Camponeses e líderes dos assentados do Projeto Agroextratista, Zé Cláudio e Maria do Espírito Santo (estudante do Curso de Pedagogia do Campo UFPA/FETAGRI/PRONERA), foram o exemplo daquilo que defendiam como projeto coletivo de vida digna e integrada à biodiversidade presente na floresta. Integrantes do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), ONG fundada por Chico Mendes, os dois viviam e produziam de forma sustentável no lote de aproximadamente 20 hectares, onde 80% era de floresta preservada. Com a floresta se relacionavam e sobreviviam do extrativismo de óleos, castanhas e frutos de plantas nativas, como cupuaçu e açaí. No projeto de assentamento vive aproximadamente 500 famílias.
A denúncia das ameaças de morte de que eram alvo há anos alcançaram o Estado Brasileiro e a sociedade internacional. Elas apontavam seus algozes: madeireiros e carvoeiros, predadores da natureza na Amazônia. Nem por isso, houve proteção de suas vidas e da floresta, razão das lutas de José Cláudio e Maria contra a ação criminosa de exploradores capitalistas na reserva agroextrativista.
Tamanha nossa tristeza! Desmedida nossa revolta! A história se repete! Novamente camponeses que defendem a vida e a construção de uma sociedade mais humana e digna são assassinados covardemente a mando daqueles a quem só importa o lucro: MADEREIROS e FAZENDEIROS QUE DEVASTAM A AMAZÔNIA.
ATÉ QUANDO?
Não bastasse a ameaça ser um martírio a torturar aos poucos mentes e corações revolucionários, ainda temos de presenciar sua concretude brutal?
Não bastasse tanto sangue escorrendo pelas mãos de todos que não se incomodam com a situação que vivemos, ainda precisamos ouvir as autoridades tratando como se o aqui fosse distante?
Não bastasse que nossos homens e mulheres de fibra fossem vistos com restrição, ainda continuaremos abrindo nossas portas para que os corruptos sejam nossos lideres?
Não bastasse tanta dificuldade de fazer acontecer outro projeto de sociedade, ainda assim temos que conviver com a desconfiança de que ele não existe?
Não bastasse que a natureza fosse transformada em recurso, a vida tinha também que ser reduzida a um valor tão ínfimo?
Não bastasse a morte orbitar nosso cotidiano como uma banalidade, ainda temos que conviver com a barbárie?
Mediante a recorrente impunidade nos casos de assassinatos das lideranças camponesas e a não investigação e punição dos crimes praticados pelos grupos econômicos que devastam a Amazônia, RESPONSABILIZAMOS O ESTADO BRASILEIRO – Presidência da República, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente, Polícia Federal, Ministério Público Federal – E COBRAMOS JUSTIÇA!
ESTAMOS EM VÍGILIA!!!

“Aos nossos mortos nenhum minuto de silêncio. Mas toda uma vida de lutas.”

Marabá-PA, 24 de Maio de 2011.
Universidade Federal do Pará/ Coordenação do Campus de Marabá; Curso de Pedagogia do Campo UFPA/FETAGRI/PRONERA; Curso de Licenciatura Plena em Educação do Campo;
Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST/ Pará;
Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura – FETAGRI/Sudeste do Pará;
Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar – FETRAF/ Pará;
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB;
Comissão Pastoral da Terra – CPT Marabá;
Via Campesina – Pará;
Fórum Regional de Educação do Campo do Sul e Sudeste do Pará.

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